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`Mãezonas` Fabíola e Carol Albuquerque comandam nova geração do Vôlei Nestlé

Levantadoras olímpicas da equipe de Osasco inspiram jovens atletas dentro e fora de quadra. Jogadoras com média de idade de 22 anos, como Ju Mello, Zeni e Bruna revelam admiração pela dupla

02.08.2017  |  1.015 visualizações

Osasco (SP) – Juntas, elas somam 74 anos de vida. Se levar em conta apenas o tempo de quadra, são mais de 50 anos de experiência. As levantadoras Fabíola, 34 anos, e Carol Albuquerque, 40, assumem responsabilidade em dose dupla no Vôlei Nestlé. A primeira é óbvia e concreta: distribuir as jogadas entre as atacantes do time de Osasco. A segunda é tão sutil quanto vital: exercer o papel de mentoras junto às atletas mais jovens do elenco, como as opostas Paula, 25 anos, e Lorenne, 21; a central Ju Mello, 23; a levantadora Zeni, 20; e a ponteira Bruna Neri, 24.

Atletas olímpicas, Fabíola e Carol assumem a função de líderes dentro e fora de quadra como consequência da longevidade esportiva. Para as novatas, contudo, elas são mais que referência com a bola em jogo. São verdadeiras ‘mãezonas’. “Elas estão sempre preocupadas, sempre de olho na gente, dispostas a ajudar com qualquer coisa. É muito bom sentir esse carinho”, afirma Ju Mello, que vai disputar sua primeira temporada com o Vôlei Nestlé. Bruna Neri concorda. “A gente acaba vendo as duas como mães mesmo, pois estão sempre querendo auxiliar e passar confiança”.

Carol completou 40 anos no final de junho e encara essa ‘maternidade` de forma natural. “Essa relação é muito legal e, para falar a verdade, nem penso muito nisso, é algo normal. Mas sei que, pela minha experiência e tempo de vôlei, elas me olham diferente. É uma responsabilidade bacana e tento sempre ter uma boa postura, ajudar, ter paciência e me divertir, no bom sentido, com elas”, conta a campeã olímpica, que completa. “Tento colaborar com o crescimento e evolução de cada uma. Estou sempre torcendo por elas. Já fui nova e foi muito importante ter jogadoras ‘mãezonas’ na minha época”.

Fabíola demonstra satisfação com o reconhecimento. “Ser um exemplo para pessoas mais jovens é muito bom, pois representa que consegui vencer algumas coisas na minha vida. E confirma a necessidade de continuar lutando, porque há meninas que me veem como referência“, afirma a levantadora, sem deixar de lado uma certa severidade maternal. “Hoje é um pouco diferente da minha época, mas tentamos passar a necessidade de sempre respeitar as mais velhas, até porque somos mais experientes. Essa boa relação traz equilíbrio ao grupo que, aliás, aqui no Vôlei Nestlé é ótimo”.

Ju Mello atesta o valor da hierarquia. “Aprendo desde coisas na quadra até situações da vida. É muito bom ouvir o que elas contam. Já passaram pelo que as meninas na minha idade estão passando, tanto dentro quanto fora do esporte. Então, sempre vale prestar atenção ao que elas dizem”, afirma. Bruna Neri aponta para a convivência pessoal. “A relação com a Carol é muito boa. É alto astral e estou indo para a segunda temporada com ela. Com a Fabíola, é a primeira vez que estou jogando, mas está sendo super tranquilo. É uma levantadora experiente e que tem muito para oferecer pra nós atletas”.

Carol Albuquerque confirma a boa convivência com a nova geração. “A Minha relação com elas é muito legal, é uma troca entre experiência e juventude. Eu gosto disso, pois sempre têm novidades. E o respeito e confiança são mútuos. Aconselho a se dedicarem e aproveitar as oportunidades. De resto, dou alguma dica, um toque no dia a dia de treinos e jogos”, conta. Fabíola também tem conselhos valiosos. “Eu sempre digo que se trabalharmos muito, nos dedicarmos e respeitarmos a cada um igualmente, teremos tudo pra crescer e ser um vencedor”.

Caçula - Gabriela Zeni é a caçula do time. E ainda por cima joga como levantadora. Natural que sua relação com Fabíola e Carol seja ainda mais especial. “Sinto uma energia muito positiva quando estou treinando com elas. Além dessa energia, elas brincam bastante comigo, me zoam por ser a mais nova, por ser a ‘juvenil’", conta a atleta de 20 anos. “São muito ‘mãezonas’, não só pelo fato de serem as mais velhas do time, mas por transmitirem liderança dentro da quadra, pela bagagem, pela experiência, pelas conquistas”.

A jovem levantadora não poupa palavras ao listar a relevância da presença da dupla olímpica. “A Carol e a Fabíola ajudam a todas nós, seja na hora de um levantamento, em um posicionamento, no momento do ataque, analisando como está o bloqueio. Elas ‘cantam’ as jogadas para auxiliar as atacantes ou a dificultar quem está do outro lado. Ainda têm muito o que ensinar ao longo dessa temporada e estou feliz em poder aprender com as duas”, completa.

Mix de sucesso - Um dos segredos do sucesso do Vôlei Nestlé é mesclar nomes consagradas a promessas da nova geração. A aposta em jogadoras com potencial para o futuro faz parte do engajamento da equipe no Programa Global "Nutrindo os Sonhos dos Jovens". Lançado pela Nestlé na Europa em 2013, o projeto chegou ao Brasil no final de 2015 e está voltado para a capacitação de jovens para qualificá-los profissionalmente. A equipe para a temporada 2017/18 mantem essa filosofia, tendo Fabíola e Carol Albuquerque como principais mentoras das jovens que buscam espaço em um clube tradicional como o Osasco.

Temporada de bons resultados – O time de Osasco manteve-se entre as maiores forças do Brasil na temporada 2016/17. No período, o técnico Luizomar e suas comandadas foram campeões paulistas, semifinalistas da Copa do Brasil 2017 e vice-campeões da Superliga 2016/17. No Mundial de Clubes, a equipe terminou em sexto lugar.


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  • Carol Albuquerque e Fabíola
    (João Pires/Fotojump)

  • Bruna, Ju Mello, Zeni e Paula
    (João Pires/Fotojump)

  • As levantadoras Fabíola, Zeni e Carol Albuquerque
    (João Pires/Fotojump)

  • Carol Albuquerque 'briga' na rede
    (João Pires/Fotojump)

  • Fabíola em ação
    (João Pires/Fotojump)

  • Ju Mello no ataque
    (João Pires/Fotojump)

  • Gabriela Zeni no bloqueio
    (João Pires/Fotojump)

  • Bruna Neri no ataque
    (João Pires/Fotojump)

  • Carol e Ju Mello no bloqueio
    (João Pires/Fotojump)

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