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Robert Scheidt

Scheidt tem dia irregular, mas segue na briga por vaga na Olimpíada

Bicampeão olímpico enfrentou problemas nas regatas com vento fraco em Sakaiminato e agora ocupa o 13° lugar no Campeonato Mundial. Para garantir um lugar nos Jogos de Tóquio/2020, ele precisa se manter entre os 18 melhores

07.07.2019  |  1.284 visualizações

São Paulo (SP) – O vento perdeu força em Sakaiminato, no Japão, e carregou problemas para Robert Scheidt. O bicampeão olímpico viveu seu dia mais difícil no Mundial da Classe Laser 2019 na madrugada deste domingo (7) - pelo horário de Brasília – com resultados aquém das expectativas nas duas regatas iniciais da fase ouro. Com um 14° e um 30° lugares, passou da 5ª para 13ª posição na classificação geral. Mesmo assim, ainda se mantém dentro da zona que assegura a vaga para ser o representando do Brasil nos Jogos de Tóquio/2020, que é a 18ª colocação.

“Foi um dia difícil, com vento fraco. Depois do 14° lugar na regata inicial, acabei tomando algumas decisões ruins no início da segunda prova, principalmente sobre onde largar. Fui para o lado direito da raia e o vento entrou mais pela esquerda. Com isso, montei a primeira bóia em 30° e não consegui recuperar. Eu poderia ter velejado melhor, mas cometi alguns erros. Agora é tentar esquecer e partir com tudo para amanhã (segunda-feira - 8). Ainda faltam quatro regatas e provavelmente o vento vai continuar fraco nos próximos dois dias. Vai ser complicado, mas, ao mesmo tempo, existem muitas oportunidades”, relatou Scheidt, que é patrocinado por Banco do Brasil e Rolex e conta com o apoio do COB e CBVela.

Para garantir o direito de representar o Brasil em sua sétima Olimpíada, Scheidt precisa ser o brasileiro mais bem colocado na disputa, além de terminar entre os 18 melhores do Mundial. Nesse duelo particular, ele segue com vantagem. Após os resultados do quarto dia, Robert segue bem à frente dos outros dois conterrâneos ainda na disputa da flotilha ouro. Com a 13ª colocação na classificação, com 58 pontos perdidos, a diferença do bicampeão olímpico é de 26 posições em relação a Bruno Fontes (39ª no geral, com 119 pontos perdidos), e de 35 para João Pedro Souto de Oliveira (48° lugar, com 136pp). Philipp Grochtmann aparece em 92°, com 194pp, já fora da briga pelo pódio da competição que reúne 160 barcos de 58 países.

Os resultados desta domingo contrastam com a curva ascendente do desempenho de Scheidt no três primeiro dias de disputas em Sakaiminato. Após uma estreia irregular, na quinta-feira (4), quando oscilou entre um 27° na regata inicial para chegar em terceiro na sequência, o experiente velejador brasileiro garantiu o top 5 nas duas disputas da sexta, com um 4° e um 3°. No sábado, se manteve entre os cinco mais velozes, com o 5ª e a 2ª posições.

Se carimbar o passaporte parta Tóquio/2020, Robert será o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo, e irá em busca da sexta medalha, a quarta na Classe Laser, na qual acumula os ouros em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000).

Regras - De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a definição do representante nacional na classe Laser é uma disputa direta, com linha de corte definida. Ou seja, para se classificar, o velejador deve ser o mais bem colocado neste Mundial, contanto que esteja dentro do top 18 da competição. Contudo, o passaporte ainda não estará carimbado. Ele só perderá essa possível vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no Evento-Teste de Enoshima/2019 ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

O Campeonato Mundial será a terceira grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser. Entre o final de março e início de maio, disputou o Troféu Princesa Sofia e a Semana de Vela de Hyères. O brasileiro tem apresentado evolução constante na classe Laser. Em ambas as disputas, ficou a apenas uma posição da medal race. Além disso, Robert chegou para o Campeonato Mundial de Sakaiminato embalado pelo título europeu da classe Star.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos - 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser
- Onze títulos mundiais - 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
- Três medalhas olímpicas - ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
- Três títulos mundiais - 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
- Duas medalhas olímpicas - prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Mais informações:
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  • Pedro Martinez/SAILING ENERGY
    (Divulgação)

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