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Robert Scheidt

Scheidt faz balanço positivo da temporada 2017 e projeta novos desafios para 2018

Medalha de prata na SSL Finals, bicampeão olímpico confirma estar longe da aposentadoria e, aos 44 anos, pretende seguir velejando na classe Star e ingressar na vela oceânica

11.12.2017  |  3.680 visualizações

São Paulo (SP) – Robert Scheidt encerra a temporada 2017 no lugar onde se acostumou a frequentar ao longo da vitoriosa carreira, o pódio. Medalha de prata na SSL Finals, o bicampeão olímpico faz um balanço positivo do ano que está terminando e projeta novos desafios para 2018. “Tive um ano diferente, em que me dediquei à classe 49er até setembro, e foi uma bela experiência. Mas voltar a velejar de Star foi um prazer muito grande. Pretendo continuar na Star, fazendo competições como a Star Sailors League, juntamente com planos de ingressar na vela oceânica”, explicou.

A SSL Finals, encerrada sábado (9), em Nassau, nas Bahamas, marcou a primeira competição internacional de Robert Scheidt após anunciar o encerramento do ciclo visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, na classe 49er, a qual lutou por um ano em busca de adaptação aos 44 anos de idade. “Como disse, 2017 foi um ano muito interessante, de transição. E encerrar com um bom resultado em Nassau valeu demais. É um evento que cresce cada vez mais. Tivemos um nível espetacular. A regata final foi um belo show, com trocas de posições e muita emoção até o final”, afirmou o bicampeão olímpico, que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Ao lado do proeiro Henry Boenning, o Maguila, Robert Scheidt ficou a um segundo do inglês Paul Goodison e do alemão Frithjof Kleen na linha de chegada da regata final, no sábado (9). Deixar a medalha de ouro escapar por menos de um barco de diferença não deixou o bicampeão olímpico chateado. “Claro que adoraria ter saído com o título. Faltou muito pouco, mas lutamos até o fim. Demos o máximo e acabamos com a prata por bem pouquinho. No fim das contas, foi um bom resultado. Eu e o Henry estamos muito contentes com este final de temporada”, completou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios.

Scheidt comentou mais sobre a decisão da Star Sailors League. "Talvez tenha sido o dia que velejamos melhor a semana toda, fizemos algumas mudanças no barco que foram muito boas. O Henry está de parabéns, fez um grande trabalho na proa, sempre muito calmo, muito forte, ajudando bastante em fazer o barco andar, foi ótimo ter velejado com ele mais este ano. Nunca havia disputado uma regata decisiva com final tão dramático, mas foi bom ver um novo vencedor para a competição, um velejador da classe Laser. As outras três duplas da regata final já haviam chegado ao pódio. Esta edição da SSL Finals foi a de nível mais elevado que já disputamos. Vários campeões mundiais e medalhistas olímpicos ficaram fora das regatas eliminatórias. Goodison e Kleen mereceram o título, mas estou muito feliz com o resultado."

O resultado ratifica o alto nível de velejada de Scheidt. Com apenas um mês de treino com Maguila na Star, conquista a medalha de prata em uma competição que reuniu os maiores velejadores do mundo. Os 50 iatistas divididos em 25 duplas conquistaram 24 medalhas olímpicas, sendo 14 dos brasileiros presentes em Nassau, e disputaram uma premiação de 200 mil dólares (cerca de R$ 660 mil). 

Histórico na SSL Finals - Scheidt foi campeão no ano de estreia da SSL Finals, em 2013, com Bruno Prada. No ano seguinte, com o mesmo proeiro, ficou em quinto lugar. No ano passado, faturou a medalha de bronze da competição, fazendo dupla com Henry Boenning.

Robert Scheidt tem duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta/96 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000) na classe Laser, mais uma prata e um bronze na Star (Pequim/2008 e Londres/2012). Ao todo, são 11 títulos mundiais na Laser e três na Star. Na Rio/2106, terminou na quarta colocação. Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

177 títulos - 86 internacionais e 91 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames.

Laser
- Onze títulos mundiais - 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
- Três medalhas olímpicas - ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
- Três títulos mundiais - 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
- Duas medalhas olímpicas - prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012


Mais informações:

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  • Robert e Maguila com a medalha de prata
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • O pódio em Nassau
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • Os campeões da SSLFinals 2017
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • Maguila e Scheidt comemoram o pódio
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • Chegada da regata final, segundo lugar por alguns centímetros
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • Lado a lado na linha de chegada
    (Gilles Morelli / SSL)

  • Robert é prata na Star em Nassau
    (Carlo Borlenghi / SSL)

  • Scheidt e Maguila velejaram em alto nível a semana inteira
    (Gilles Morelli / SSL)

  • Logo Banco do Brasil
    (Divulgação)

  • Logo Governo Federal
    (Divulgação)

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